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segunda-feira, 16 de julho de 2018

INDEFINIDAS DEFINIÇÕES


Às vezes nos pegamos filosofando sobre pessoas! Buscamos e rebuscamos palavras, pra tentar explicar, pela enésima vez, o quanto essa ou aquela pessoa influenciou ou mudou nossas vidas.

Não devíamos nos inquietar sobre essas coisas, porque a importância de alguém se pode descrever pelas atitudes, por um simples olhar, um aceno positivo da cabeça, um suave sorriso de agradecimento ou um despretensioso abraço, sem palavras.

Mas seguimos tentando, incessantemente, ser mais precisos ao definir, com maior profundidade, a essencialidade de uma caminhada a dois.

Buscamos emoldurar os passos do outro, marcados na areia de nossas trilhas. Descrever a leveza do caminhar e a robusteza da personalidade. Tentamos eternizar um sorriso, colocando em moldura perene de madeira de lei. Tentamos desenhar a suavidade das curvas e a tênue sagacidade do olhar.

Quanto a mim, quando me pego divagando, atordoado por não encontrar palavras, açoitado pela incoerência de não lhe definir de uma vez, apazíguo meu coração e me perdoo de pronto.

Porque não há definição melhor de um amor, do que aquela que carregamos no peito. Não há sentimento mais real por alguém, do que a gratidão por existirmos. Não há fotografia melhor de um sorriso, do que os retratos pendurados nas galerias de nossos corações.

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