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domingo, 12 de agosto de 2012

CAMARÕES "YIN YANG", EM ÁGUA DE COCO



INGREDIENTES:
03 quilos (limpos) de camarões VG
750 ml de água de coco
150 ml de molho acridoce
02 colheres de alho triturado (sobremesa)
02 colheres de mostarda amarela (sobremesa)
02 colheres de sal (café)

MODO DE PREPARO:
Dilua o sal, a mostarda e o alho na água de coco até obter um LÍQUIDO homogêneo. Mergulhe os camarões e deixe marinar por 04/06 horas.

Retire os camarões e reserve o LÍQUIDO. Arrume os camarões em pares em formas, contrapondo-os de forma a obter o desenho "Yin Yang". Regue as formas com uma xícara do LÍQUIDO e leve ao forno pré-aquecido por 15/20 minutos. Cubra as formas com papel alumínio.



 Retire os camarões com uma espátula (cuidadosamente para não desfazer os pares) e rearrume-os numa travessa refratária (descarte o MOLHO que sobrar), acrescente o molho acridoce e leve ao forno novamente por 05/10 minutos.

Serve 10 pessoas com tranquilidade. Prepare-se para um sabor inquietante. 





DE PAI PRA FILHO, DE FILHO PRA PAI

DE PAI PARA FILHO:



Lembro-me como se fosse hoje. Era a transição do inverno para a primavera, em setembro de 1985. Eu me encontrava na casa de meus pais, no interior de Minas, durante as férias. Às vésperas do derradeiro dia, meu Pai me chamou num canto. Retirou na velha estante um livro (“Eram os Deuses Astronautas”, se bem me lembro) e de dentro dele alguns recortes de jornais e revistas. Uns amarelados pelo tempo e outros mais recentes. Poucas palavras foram ditas; “mensagem a Garcia”. 



Em 1953, um jovem ornitólogo (Johan Dalgas Frisch) havia realizado seus sonhos e publicara a mais completa obra sobre a ornitologia brasileira. Um guia completo sobre as principais famílias de pássaros naturais do Brasil. O pai dele passara os 30 anos anteriores desenhando meticulosamente as imagens publicadas naquele livro. Para meu Pai, a aquisição daquela obra era vital. Havia tentado comprá-la a qualquer custo. Havia atirado em diversas direções: correspondências para livrarias, gráficas, editoras e para o autor. Os velhos e novos recortes de jornais comprovavam suas tentativas e rasteavam o histórico da obra. 

Por aquele tempo, Ele havia descoberto uma nova edição. Para colecionadores e estudiosos. Encarregou-me, naquele momento, de comprá-la. Morando em uma cidade maior e com incursões constantes ao Rio de Janeiro e a São Paulo, haveria de ser mais fácil. Quase uma barbada. Como bom filho, compartilhei do seu sonho e tomei para mim a obrigação de realizá-lo. Algo tão importante para meu Pai (e meu melhor amigo) haveria de ser bom para mim também.

Durante 15,5 anos (10/1985 a 06/2000), visitei todas as livrarias, sebos, editoras, mostras de livros, exposições, ambulantes, bibliotecas etc, onde eu pudesse ao menos ter um rastro do tal livro. Fiquei obcecado pela necessidade de concretizar o sonho de meu Pai. Durante todo esse tempo, duas pistas: - (i) a Biblioteca Nacional possui uma única peça, guardada entre os livros raros, à qual não tive acesso e (ii) uma coletânea das gravações dos cânticos daqueles pássaros havia sido reproduzida em CD, também como resultado das pesquisas de campo do jovem Dalgas Frisch. Comprei-a e presenteei meu pai.

Eis que, em Julho de 2000, voltando de um cliente pela Rua do Carmo, no centro do Rio de Janeiro, entrei num sebo dali. Procurava uma outra obra, infantil, para meus filhos. Como de costume, perguntei pelo sonho de meu Pai. E lá estava ele, o livro. Perfeito, sem amassas, sem dobras, sem anotações. Eu o comprei quase sem perguntar o preço. Um sentimento de “missão cumprida” preencheu minha alma e eu pude sentir o orgulho extremo da perseverança. 

Meu pai faleceu em outubro de 1998, e nunca teve o livro em suas mãos. Mas isso não me tirou a vontade de adquiri-lo. Ao contrário, tornou-se um propósito. Ainda que ele não pudesse mais contemplar suas páginas não importava, porque muitos anos atrás eu lhe comprara o sonho e a missão de realizá-lo. E isso só lhe bastou.

DE FILHO PARA PAI:



Por essa história e tantas outras, eu lhe rendi essa homenagem:


MEMÓRIAS DE UM VELHO PAI

Lembro-te de chapéu aprumado 
Imitando gato e passarinho 
E “corto aquele dobrado”. 
Veleidade do seu carinho. 

Carinho que não foi pedido 
Ou você que não soube dar 
Mas isso agora é passado 
Não podemos remediar 

Os livros em sua estante 
As páginas todas marcadas 
Lembranças de cada instante 
Leituras sempre inspiradas 

Da encomenda de um livro 
Que eu buscasse nas livrarias 
Que levasse sempre comigo 
A certeza que o querias. 

Em vida não foste além. 
Foi Deus que determinou 
Sua vontade, porém, 
Nem mesmo a morte levou. 

Digo-lhe meu pai querido: 
Que o livro eu encontrei 
Guardei-o aqui comigo 
Tu não o viste, eu sei! 

Um dicionário catalogado 
Das aves desse Brasil 
Que certo Frisch inspirado 
Num livro reproduziu. 

O melhor entre os livros meus 
Pra folhearmos com carinho 
Meus olhos serão os teus 
E minhas mãos, seu caminho.

"FELIZ E ABENÇOADO DIA DOS PAIS, PRA VOCÊ QUE AINDA O TEM EM VIDA OU QUE GUARDA COM MUITO CARINHO E RESPEITO AS MEMÓRIAS DAQUELE QUE JÁ PARTIU"

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

SER PAI É.........





Já acordei de madrugada pra dar mamadeira e troquei frauda sem sentir nojo. Porque ser pai é tentar descobrir como ser mãe. Ensinei cada um deles a nadar, e a perder o medo de mergulhar em águas profundas quando se confia em alguém. Já dormi com todos eles no peito, porque calor de pai debela a febre e atrai os anjos. 

Já levantei ao alvorecer para ver o sol nascendo no Leme, pra que um filho tivesse visões diferentes do mundo, desde criança. Desmarquei reunião importante pra cumprir tarefa escolar, empinando pipa com outro filho em Camburi. Já sai de casa mais tarde e já cheguei mais cedo, porque o caçula precisava de mim. 

Já coloquei peixe no anzol escondido, pra que meus filhos descobrissem o prazer de pescar por si. Já desci pra correr descalço na enxurrada e pra tomar banho de chuva, porque ser pai é ser surpreendente e irreverente, sem deixar que notem o irresponsável. 

Já regozijei pela conquista de um vestibular, mas também morri junto por uma reprovação. Porque ser pai é sorrir sempre, mas chorar junto quando for necessário. 

Já fiz gol de placa, cesta de 03 pontos, mergulho de barriga, prato predileto. Porque ser pai é ser eclético. Já mandei torpedo no meio do dia, pelo simples prazer de dizer: “Papai ama vocês”. 

Ser pai é ofício de ourives, que junta grãos de ouro pra transformar em jóia rara. Que lapida o diamante para que ele brilhe e se valorize. Ser pai é trabalhar mais que o necessário, por duvidar da própria capacidade ante o medo de que algo falte pros filhos (ingenuamente deixando escapar que o que realmente lhes falta somos nós mesmos). 

Ser pai é tentar fazer de um filho alguém melhor que a si mesmo.


(Autor: Mozart Boaventura)

domingo, 5 de agosto de 2012

ESPAGUETE À BOLONHESA



INGREDIENTES:
01 pacote de espaguete (01 quilo)

01 quilo de colchão mole moído
03 tomates bem maduros
01 lata de tomates "pelati"
01 cebola pequena
Alho e óleo de girassol
Manjericão

MODO DE PREPARO:

Enquanto ferve a água para o espaguete, refogue o alho ao óleo, em fogo baixo. Acrescente a cebola e deixe dourar. Acrescente a carne e refogue em fogo normal, mexendo sempre. Enquanto seca um pouco a água da carne, corte os tomates frescos em pedaços pequenos e acrescente no molho. Acrescente por último os "pelati" cortados em pequenos pedaços. Deixe cozer em fogo baixo e acrescente manjericão (sal a gosto)


Acrescente uma xícara de azeite na água fervente, uma colher de sal e cozinhe o espaguete: 08 a 10 minutos (NO MÁXIMO). Escorra o macarrão e sirva quente. Acrescente o molho e enfeite com folhas frescas de manjericão.


Um bom vinho é indispensável





TEMPO E QUANTIDADE:
30 a 40 minutos. Serve (bem) 10 pessoas.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

"UM CADINHO MIÓ"





Já rodei muito na vida,
Quase o Brasil inteiro
Estradas do norte e do sul
Sem ter nenhum paradeiro.
Mas vou contar uma coisa
E nisso sou bem verdadeiro
Se o mineiro sai de Minas
Minas nunca sai do mineiro

E não pode sair mesmo
Digo de um jeito maneiro
Depois de conhecer o Brasil
Eu posso dizer bem faceiro
Que quem conhece Minas,
Conhece o Brasil inteiro
E orgulhar-se de ser de Minas
É orgulhar-se de ser brasileiro.

Veja o Norte de Minas
Igual a cearense Icó
Tanta seca e pobreza
Que faz qualquer um sentir dó
Aquele calor e secura
Lembra o sertão Seridó
Ali é praticamente o Nordeste.
Só que “um cadinho mió”

Sim, Minas também tem nordeste
Jequitinhonha, dizia minha avó.
Gente aguerrida e guerreira
Que sempre agüenta o jiló
Mas que sabe descansar sossegado
Pescar, esperar o anzol.
Parece o povo baiano
Só que um “cadinho mió”.

Mas é no vale do Mucuri
Que a terra parece de um faraó
Lá tem gente honrada e honesta
Que não vai para o xilindró
Lá o pessoal aproveita de tudo
Dá valor até ao mocotó
Parece muito a Paraíba
Só que é um “cadinho mió”

E o povo do nosso Rio Doce
Povo moreno queimado do sol
Mas que trabalha na terra
Quieto poupando o gogó
Naquelas terras bonitas
Canta alegre o curió
É um pedaço do Espírito Santo
Só que um “cadinho mió”.

E na zona da Mata
Antes, lá era o cafundó.
Hoje tem gente que pensa
Que lá só é festa: samba, baião, carimbó
Mas lá se trabalha bastante
Não pense que é só futebol
Lá é igual o Rio de Janeiro
Só que um “cadinho mió”.

E o nosso sul de Minas
Perseverante como o profeta Jó
Gente que não teme o trabalho
Num labor de sol a sol
Terra de gente importante
Vestida de gravata e paletó
Parece o povo paulista
Só que um “cadinho mió”.

E o povo cafeeiro
Com os pés sujos de pó
Não têm medo de nada
Neles ninguém dá o nó
Café com leite no Brasil
É o nosso grande xodó
Parece o sul de Brasil
Só que um “cadinho mió”

O povo do Triangulo
Que usando um braço só
Derruba um boi pelo chifre
Faz dele um simples totó
È um povo esperto e matreiro
Que não perde tempo fazendo filó
Igual o povo do Mato Grosso
Só que um “cadinho mió”.

E nas nossas Cidades Históricas
Tudo no estilo rococó
lugar de gente ilustre
Tiradentes, Juscelino, Zé Arigó
Terra de revolução e de luta
Inconfidência, revolta, quiproquó
Poderia ser a capital do país
Só que um “cadinho mió”

E no Alto Paranaíba
Café, pães de queijo e de ló
De frutas gostosas, o abricó
Lugar de aves campeiras
A ema, o pavão, o carijó
Lugar de festas famosas
Rezas, danças, forró
Parece muito Goiás
É só um “cadinho mió”.

Se em Minas está o Brasil
Em Belo Horizonte o Brasil é um só
Mineiro de todos os lados
Juntos, amarrados com grande nó
Aos pés da serra do curral
Pertinho da serra do cipó
Não deve nada pra nenhuma capital
Só que a nossa é MUITO E MUITO MIÓ.

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

 PEDRA, PAPEL, TESOURA (JAN-KEN-PÔ)




Certo dia eu ouvi a seguinte dúvida: “Não entendo a brincadeira Pedra x Papel x Tesoura. Entendo que a Pedra pode quebrar a Tesoura. Que a Tesoura pode cortar o Papel. Mas o que se passa quando o Papel embrulha a Pedra?” E uma voz lindamente ingênua ao meu lado disse: A Pedra morre sufocada (risos)!

Me intrigou aquela pergunta porque, tratando-se de um jogo secular no Japão, deveria haver uma ciência por detrás de sua estrutura e não meramente uma brincadeira de infância. Como o papel poderia ser mais fraco que a tesoura e mais forte que a pedra?

De fato, a Tesoura pode destruir o Papel e a Pedra pode destruir a Tesoura. E as únicas coisas que se destacam nas pedras são o explendor e as infinitas variações de suas cores e de suas formas. É a exposição à luz (seja do sol ou da lua) que as destaca na paisagem. Cobri-las significa ofuscar sua beleza e lhes tirar o brilho. Portanto, o Papel aniquila a Pedra.

Então, na sua textualidade, a ingênua brincadeira ressalta as propriedades aniquiladoras de três figuras singularmente díspares, estimulando a competitividade entre elas num circulo contínuo de sobrepujança. Onde ganhar ou perder depende exclusivamente da escolha de seus oponentes.

Mas minha singela reflexão me fez também perceber que, se queremos crescer e fazer diferença, as 03 figuras da brincadeira de infância devem assumir papéis maduros em nossa caminhada. Um homem deve moldar sua personalidade e seus valores, transmitir sua sabedoria e construir sua obra no bem.

Aprende assim, como na brincadeira, que é improvável ganhar sempre. Mas é possível competir e o resultado depende mais das nossas escolhas. E procure ser, na sua maturidade, a Tesoura que molda, o Papel que ensina e a Pedra que edifica.

quarta-feira, 25 de julho de 2012


FELIZ DIA DO ESCRITOR



De Platão a Florbela Espanca, passando por William Shakespeare e Fernando Pessoa, a linguagem humana sempre foi usada para emocionar, apaixonar, reverter, converter e instigar emoções, especialmente a linguagem escrita. Milhões de livros, revistas, periódicos, jornais, sites circulam pela mente dos homens, trazendo e levando sentimentos. Feliz daquele que sabe ler e que reserva parte do seu tempo pra exercitar a leitura pra quem não sabe. Feliz daquele que sabe escrever, traduzindo emoções em forma de prosa e verso. Nem todo escritor é um poeta, mas todos sabem escrever com a alma (O autor).

FLORBELA ESPANCA:
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


FERNANDO PESSOA:
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


WILLIAM SHAKESPEARE:
O louco, o amoroso e o poeta estão recheados de imaginação


PLATÃO:
Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o Amor toma conta dele.

segunda-feira, 23 de julho de 2012


MEU ESPÍRITO, SANTO!






Que sensação é essa quando se pisa aqui! Do extremo norte ao sul! De Ituanas a Neves, degustando Guarapari! Das Santas (Maria, Tereza e Leopoldina) à Barra do Sahy!


Se és de sol ou de frio, não tem problema! Tem vinho fresco na montanha e água de coco na Jurema! Tem lareira em Pedra Azul e banho de mar em Camburi! Consume na montanha e peixe frito em Guriri! Pra esquentar: Lareira e Fundi! E pra refrescar? Caipirinha e abacaxi!


Se você é bom de garfo e bonachão? Não esquenta: Tem moqueca no Geraldo, Gaeta e Boqueirão! Tem torta capixaba, tem macarronada e muito camarão!


É desportista ou atleta de veneta? Aqui tem Asa delta, parapente e os “Passos de Anchieta”! Pode voar por Alfredo Chaves, Castelo ou do Morro do Moreno. Que foi: Achou que o Estado era Pequeno?


Você é da água e não do vazio? Temos Rafting e banho de rio! Cachoeiras por toda parte! Nossa natureza é um estado da arte!


Passeios de escuna e pescas esportivas! De dia, tem calçadões e suas comitivas. Tem mergulho, kitesurf e vela! À noite, na praia do Canto, gente bonita na passarela!


Deus conceda que eu viaje! Rode mundo por aí! Mas permita que eu sempre volte! Pois meu Espírito é Santo aqui!