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segunda-feira, 25 de junho de 2012

CORAÇÃO DUAL



O coração habita uma dimensão inexplorada do ser. Às vezes inóspita e outras hospitaleira.

É o amigo inseparável dos olhos que não esconde sua indiferença e descrença pelo cérebro. Pra que a razão se existe a emoção?

Desertifica-se às vezes e em outras se permite povoar de forma desordenada, como favela. Devia cultivar uma única flor dentro de si, mas se veste de primavera pra desfilar nas ruas.

Às vezes vira cemitério de sentimentos, onde novas paixões florescem ingênuas e viçosas por entre as lápides de antigos amores enterrados.

Tem luz própria, mas quer um céu estrelado pra caminhar à noite. Bate compassadamente pra não morrer, mas apanha desvairadamente pra sobreviver.

Dele vêm as mais dóceis palavras e os mais profundos sentimentos. Mas é de lua e de veneta, pois faz birra, biquinho e careta.

O meu anda diferente, e Eu bem sei o por que: Está vazio de ninguém e repleto de você!

(Mozart Boaventura – 26/10/2011)


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